Referência
Glossário Salesforce: os termos deste blog, explicados
Os artigos do blog usam alguns termos técnicos que fazem parte do dia a dia de quem trabalha com Salesforce, mas que podem travar a leitura de quem está chegando. Reuni aqui as definições, curtas e em português. Sempre que você vir uma dessas palavras num post, ela leva de volta pra cá.
Desenvolvimento
- Apex
- A linguagem de programação do Salesforce, parecida com Java, que roda no servidor da plataforma. É com ela que se escreve a lógica de negócio mais complexa (o que Flow, a ferramenta sem código, não dá conta).
- LWC (Lightning Web Component)
- O framework moderno do Salesforce para construir telas e componentes de interface, baseado em Web Components padrão (HTML, JavaScript e CSS). É o que você vê e clica dentro do Salesforce.
- SOQL
- A linguagem de consulta do Salesforce (Salesforce Object Query Language), parecida com SQL, usada para ler dados dos objetos. Diferente do SQL, ela navega pelos relacionamentos entre objetos.
- Governor limits
- Os limites que o Salesforce impõe a cada transação (quantidade de consultas, de operações no banco, de tempo de CPU). Como a plataforma é compartilhada por milhares de empresas, esses limites garantem que nenhum código monopolize os recursos.
- Bulkificação
- Escrever o código para processar muitos registros de uma vez (lotes de até 200), em vez de um por um. É o que evita estourar os governor limits quando uma automação dispara para muitos registros ao mesmo tempo.
- Batch Apex e Schedulable
- Mecanismos do Apex para processar grandes volumes em lotes (Batch) e para agendar execuções em horários definidos (Schedulable), como um recálculo que roda toda madrugada.
Segurança e acesso
- FLS (Field-Level Security)
- O controle de quais campos cada perfil ou permission set pode ver e editar. Um usuário pode ter acesso a um registro, mas não a todos os campos dele: quem define isso é o FLS.
- CRUD
- As quatro operações básicas sobre um objeto: criar, ler, editar e excluir (Create, Read, Update, Delete). Enquanto o FLS controla campos, o CRUD controla o objeto inteiro.
- Permission Set
- Um conjunto de permissões que se atribui a usuários, somando ao perfil deles. É a forma recomendada de conceder acesso de forma granular: em vez de inchar o perfil, você dá um permission set a quem precisa daquele acesso específico.
- As regras que definem quais registros cada usuário enxerga (a carteira do vendedor, por exemplo). No código Apex, with sharing respeita essas regras; without sharing as ignora, o que só se usa em processos de sistema com motivo documentado.
- USER_MODE
- Um modo em que uma consulta ou gravação no Apex respeita automaticamente o CRUD, o FLS e o sharing do usuário que está executando. É a forma segura de ler e escrever dados em nome de alguém.
- Menor privilégio
- O princípio de dar a cada pessoa apenas o acesso que o trabalho dela exige, nada além. Reduz risco e deixa o modelo de permissões auditável.
Interface e telas
- Record page (FlexiPage)
- A página de um registro específico (uma Conta, uma Oportunidade), montada no Lightning App Builder. É onde você posiciona componentes para que a informação apareça no ponto em que a decisão acontece.
- Lightning App
- Um aplicativo dentro do Salesforce que agrupa as abas, os objetos e a navegação que um determinado time usa. Serve para reunir num lugar só tudo o que aquele papel precisa.
- Shelf-ware
- Gíria para o software ou recurso que foi entregue, funciona, mas ninguém usa: fica "na prateleira" (shelf) juntando poeira. O pior destino de um bom projeto, e quase sempre um problema de adoção, não de código.
Automação, integração e dados
- Flow
- A ferramenta declarativa (sem código) do Salesforce para criar automações: um formulário guiado, um processo que dispara quando um registro muda, uma sequência de aprovações.
- Custom Metadata Type
- Um tipo de configuração que o administrador edita direto no Setup, sem precisar de deploy de código. É ideal para regras que mudam (faixas de comissão, limites, parâmetros), porque separa a política do código e ainda é versionável.
- Platform Event
- Uma mensagem em tempo real usada para desacoplar sistemas: um processo publica um evento e outros reagem a ele, sem estarem amarrados entre si (modelo publish/subscribe).
- Webhook
- Uma chamada HTTP que um sistema externo faz para o seu no momento em que algo acontece (por exemplo, uma plataforma de assinatura avisando que o contrato foi assinado). É o oposto de ficar perguntando de tempos em tempos se mudou algo.
- HMAC
- Uma assinatura criptográfica que acompanha um webhook para provar que ele veio mesmo de quem diz ter vindo, e não de um impostor. Validar o HMAC é o que impede que qualquer um forje uma chamada para o seu endpoint.
- Upsert e external id
- O upsert é uma operação que insere um registro se ele não existe ou atualiza se já existe, usando um campo-chave (o external id) para decidir. É o que evita duplicatas quando você sincroniza dados de outro sistema.
- Custom Notification
- A notificação nativa que aparece no sininho do Salesforce (e no app mobile). Serve para avisar a pessoa certa, na hora, sobre algo que precisa da atenção dela, com um link direto para o registro.
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