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Agentforce Builder novo vira padrão: o que muda em 2026

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Se você abriu o Setup essa semana para montar um agente e não achou mais o botão de sempre, não é bug. A partir da semana de 13 de julho de 2026, a Salesforce tirou o New Agent do builder legado. Quem cria agentes agora começa em outro lugar, com uma forma de trabalho bem diferente por baixo.

A partir da semana de 13 de julho de 2026, o botão New Agent some do builder legado no Setup: agentes novos nascem só no Agentforce Builder novo, dentro do Agentforce Studio. Seus agentes antigos continuam rodando, e o Upgrade converte cada um para Agent Script, a nova linguagem determinística de definição de agentes.

O que exatamente mudou

A mudança é pontual, mas mexe no ponto de entrada de todo mundo. O caminho antigo, criar agente pelo builder que vivia no Setup, deixou de oferecer o New Agent. O único lugar para nascer um agente passa a ser o Agentforce Builder novo, que fica dentro do Agentforce Studio. Na prática, você clica em New Agent, descreve o que o agente precisa fazer e responde às perguntas de acompanhamento. Se preferir montar do zero, o botão Skip Ahead pula essa conversa e te deixa com a estrutura em branco.

O que acontece com seus agentes antigos

Nada quebra da noite para o dia. Os agentes baseados em topics continuam ativos e a Salesforce não anunciou data de desligamento. O que mudou foi só a criação de agentes novos. Ainda assim, o caminho recomendado é usar o Upgrade, que gera uma versão do seu agente no builder novo com os subagents, as ações, as mensagens de sistema, as configurações, os dados e as conexões já convertidos para Agent Script. Você revisa antes de ativar, então dá para comparar o comportamento lado a lado sem risco de perder configuração.

Vale um aviso de vocabulário: desde abril de 2026, o que a plataforma chamava de "topics" virou "subagents". É o mesmo conceito de blocos especializados por assunto, com um nome que descreve melhor o papel de cada pedaço do agente.

Agent Script: por que o builder novo é diferente

A troca de botão é a casca. O que importa é o motor: o Agent Script. Ele é uma linguagem legível e compilada para descrever o agente, com lógica if/else de verdade, encadeamento de ações e ganchos determinísticos que rodam antes e depois do raciocínio do modelo. Em vez de escrever um prompt gigante e torcer para o LLM interpretar do jeito que você quis, você declara o fluxo e a plataforma garante a execução. Isso aproxima a criação de agentes de algo que dá para versionar, revisar e testar, mais perto de um projeto de código do que de um formulário. Se essa decisão entre declarar regras e escrever lógica te soa familiar, é a mesma linha de raciocínio de quando usar Flow ou Apex no Salesforce.

Como criar seu primeiro agente no builder novo

  • Abra o Agentforce Studio e clique em New Agent (não procure mais no Setup).
  • Descreva em uma frase o trabalho do agente. Responda às perguntas de acompanhamento ou use Skip Ahead para começar em branco.
  • Revise os subagents e as ações que o assistente sugeriu, ajustando o que não bate com o seu processo.
  • Inspecione o Agent Script gerado. É onde você vê o if/else e os ganchos, e onde consegue tornar o comportamento previsível.
  • Teste no preview antes de publicar, do mesmo jeito que você testaria uma automação nova.

Uma decisão que entra junto com a criação do agente é qual modelo de IA ele vai usar para raciocinar. Com o Gemini agora disponível ao lado da OpenAI e da Anthropic, vale entender como escolher o modelo do seu agente por custo, idioma e caso de uso antes de publicar. E antes de aprovar o projeto, vale saber quanto custa o Agentforce de verdade, porque são três modelos de cobrança e o Data Cloud por baixo é o custo que mais surpreende. E se o agente precisar responder perguntas sobre números do negócio, o caminho é o Tableau MCP, que dá aos agentes acesso governado aos seus dashboards.

Um exemplo prático (org de demonstração)

Na Vetra Distribuidora, a empresa fictícia que uso como org de demonstração deste portfólio, o cenário que mais expõe a diferença é o de atendimento. Um agente de suporte precisa escalar o Case para um humano quando o SLA está prestes a estourar. No modelo antigo, de topics, esse "escalar quando faltar pouco tempo" dependia de o modelo interpretar a instrução em texto, e volta e meia ele hesitava ou escalava cedo demais. Com Agent Script, essa regra vira um if explícito: se o tempo restante for menor que o limite, aciona a ação de transferência, ponto. A parte de linguagem natural continua para conversar com o cliente, mas a decisão crítica deixa de ser um palpite. Esse tipo de fronteira, o que é regra e o que é conversa, é exatamente o que ficou mais fácil de desenhar. Para os termos que aparecem aqui, o glossário de Salesforce tem as definições rápidas.

Vale migrar agora?

Para agente novo, não há escolha: já nasce no builder novo. Para os que existem, a recomendação prática é subir uma versão pelo Upgrade em sandbox, comparar o comportamento e só então planejar a virada em produção. Como não há data de desligamento anunciada, dá para fazer isso com calma, mas quanto antes você conhecer o Agent Script, menos surpresa na hora em que a migração deixar de ser opcional.

Perguntas frequentes

O builder antigo do Agentforce vai parar de funcionar?

Não de imediato. Os agentes criados no builder legado continuam rodando e não há data de fim anunciada. O que saiu do legado foi o botão New Agent: agentes novos passam a nascer no Agentforce Builder novo, dentro do Agentforce Studio.

O que é o Agent Script?

É a nova linguagem de definição de agentes, legível e compilada, com if/else, encadeamento de ações e ganchos determinísticos antes e depois do raciocínio do modelo. Ela troca "torcer para o LLM entender" por um fluxo declarado que a plataforma executa.

Preciso reescrever meus agentes na mão?

Não. O Upgrade converte subagents, ações, mensagens de sistema, configurações, dados e conexões para Agent Script automaticamente, e você revisa o resultado antes de ativar.

O que aconteceu com os "topics"?

Desde abril de 2026 eles se chamam "subagents". É o mesmo conceito de blocos especializados por assunto, com um nome que reflete melhor o papel de cada parte do agente.

Segunda opinião técnica

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